Invenzione dell’allegria

“C’è chi coltiva il dolore, io invento l’allegria.” Antônio Lázaro de Almeida Prado

9.7.08

Patrizia Ercole e Antônio Lázaro

As nuvens

As nuvens vão e vêm

As nuvens vão e vêm

Livres voam os pássaros

Semeando seus perfumes

No ar, que os seduz

O nosso límpido sonho

Ai! Quando poderá voar?

Ai! Quando poderá subir

Até as mais amplas nuvens?

As nuvens vão e vêm

As nuvens vão e vêm

Há um gosto de canto no ar…

São Paulo…..1952

Antônio Lázaro de Almeida Prado

LE NUVOLE…

Le nuvole vanno e vengono,

Le nuvole vanno e vengono

I passeri liberi volano

E spargono i lor profumi

Nell’aria che li seduce.

Il nostro lúcido sogno

Deh! quando potrà volare

Deh! quando potrà salire

Fino alle nuvole ampie?

Le nuvole vanno e vengono,

Le nuvole vanno e vengono

C’ è un gusto di canto nell’aria.

São Paulo (Brasil) 1950

Antônio Lázaro de Almeida Prado

ELOGIO ALLA POESIA

È cantante la mia voce

Fatta sempre d’allegria.

Se dolori ella conosce

Le converte in armonia.

Questo, il fascino del canto,

Che rallegra il sofferente,

Con un magico incanto,

E potente amore ardente.

Sempre lacrime prosciuga

Ed è fonte del sorriso

Nostro pianto sempre asciuga

E ci muove sempre al riso.

Canta, dunque, dolce uccello,

Celebrando col tuo verso,

Questo mondo, sempre bello,

Ai lamenti sempre avverso…

Assis (São Paulo, Brasil), il 26 maggio 2008

Antônio Lázaro de Almeida Prado

PRIMAVERA

Dolce stagion d’amor, tanto m’inspieri

Quanto a nascente uccello sfidi al volo;

Cerco d’azurro spazio una cornice

Quale preciso ciel aperto ai sogni.

Fammi goder d’amor il puro palpito

Di questo mio cuor umile e fragile.

Disposto sempre ad assaggiar l’altezza,

Ch’è cibo adatto all’esigente amore.

Sempre ritorni, dopo tempi esatti,

Misurato ritmo di novelli fiori,

A rinnovar la speme d’una nuova vita.

Ed io, che vivo la voglia d’innocenza,

In te mi fido, ridente Primavera,

Regalo rinnovato di Speranza.

Assis, il 8 novembre 2006

Antônio Lázaro de Almeida Prado


 

 

 

 

criado por fernanda.maria.prado    10:17 — Arquivado em: 14° Festival Internacional de poesia de Gênova

FESTIVAL INTERNACIONAL DE POESIA

Se io devo partir…

(Per Themis)

Se io devo partir, sia di notte,

Giacché mi resteranno speme ed ansia

Di, presto, ritrovarmi nei tuoi sogni.

Se io devo partir, sia di notte.

Di notte tu dirai che appena dormo,

Che, presto dopo il sonno, breve assenza,

Ritornerò per il previsto incontro…

Se io devo partir, sia di notte.

Di giorno non sarà perché di giorno

Sappiam che la partita nave non ritorna…

Se io devo partir, sia di notte.

Allor tu potrai chiudermi gli occhi,

Baciarmi in faccia, dolce amata mia,

Perché ti lascerò solo di notte…

Versione in lingua italiana del poema Se eu tiver que partir…, scritto nel 1951, a São Paulo (Brasil), fatta il 22 maggio 2008, nella città di Assis (Estado de São paulo, Brasil).

Antônio Lázaro de Almeida Prado (1925-

Perenne amore…

(Per Themis)

“La vie est une fleur que je respire à peine,

Car tout parfum terrestre est douloureux au fond”

Albert Samain

Quanto mi duole, amor, lo spazio breve

Al nostro immenso amore conceduto,

E, il precario tempo, tanto acuto,

La cui durata è effemera qual neve…

Eppur quant’è prezioso al nostro cuore

Questo tempo di prova all’infinito

Che in pieno già viviam col nostro amore!

Che all’eterno prepara l’appetito.

Son geloso del tempo passato,

Ahimé! che si guastò senza conoscerti

E di più ampio idillio fu sprecato.

Ma presto, consolato, io ora penso

Di un più forte amor ora concederti

Che valga qual certissimo compenso…

Assis (São Paulo, Brasil), il 24 maggio 2008.

Antonio Lázaro de Almeida Prado (1925-

L’occhio di Leonardo Da Vinci

Cosa vedi, Leonardo,
Col tuo acuto sguardo?

La rosa, il garofano, l’onnipresente nardo.
Ti occorre captar l’essenza
Del solito precario?

Ahimé! amara, l’esperienza:
Ben vano è tutto e vario…

A te saggio Leonardo
Ti allegra la bellezza?

Col passo lento e tardo
Mi dà solo tristezza…

Allor, fragile è tutto,
Che ha timbro mortale?

- Aspetto ansiato e muto

Solo il Bello immortale.

Traduzione del poema “O olho de Leonardo da Vinci” fatta il 23 di maggio 2008.

Antônio Lázaro de Almeida Prado (1925-

È PROPRIO L’ORA…

Se io potesse come è mio disio

Il mio canto infiammar di tenerezza

Coi suoni unir al tuo il cuore mio

E dei doni tuoi goder tutta l’ampiezza.

E far del mio cuor, quase impietrito

Un cuor affabile disposto sempre al canto

Con questo mio battell ch’è tanto afflitto

Vorrei lieto approdar e senza pianto.

E nella fratellanza del poema

Farei dell’Universo un solo abbraccio

E l’amor di tutti noi sarebbe il lemma.

Ah! dolce amor, pacificata aurora,

Calda luce solar ch’è puro bacio,

Sol di piena lettizia è próprio lóra…

Versione in italiano del poema “Agora é a hora”, fatta dall’autore,

il due giugno 2008

Antônio Lázaro de Almeida Prado

Agora é a hora…

Ah! se eu pudesse impregnar meu canto

Só de ternura, em rimas convertida,

Unia em sons à tua a minha vida,

De tua graça faria o meu encanto;

Ah! se a canção lograsse tornar brando

Meu coração, rebelde e empedernido,

Qual barco, conturbado e sacudido,

Ao porto da alegria ia aportando.

Na comunhão fraterna do poema

Tornava um só o universal desejo

E amar seria a força de meu lema.

Ah! puro som, harmonizada aurora,

Horizonte de luz, só para o beijo,

Converte-te em alegria agora, agora…

Antonio Lázaro de Almeida Prado

Assis, 16 de setembro de 1990

SONHADOR, SONHA ALEGRIA

Sonhador, não percas tempo

Com sonhar sonhos pequenos,

Pois ao sonhares com o menos

Gastas demais teu alento…

Sonha, com grande ousadia,

Sonha, desperto de amarras,

Pois o teu sonho mais lindo

Faz-se real algum dia.

Sonhador, sonha alegria,

Sonha, liberto de amarras:

Bem podes com tuas garras

Tornar concreta a poesia.

E por sonhar muito pouco,

Sem ousar um grande sonho,

É que este mundo bisonho

Faz-se tão miúdo e tão louco…

Sonha, com forte esperança,

Nem percas tempo e paciência

Com esta pobre inciência

De só querer a bonança…

Sonhador, a dor é nada,

Se amor bem grande persegues:

Sonha grande, não te negues

Perseguir coisa sonhada…

Antônio Lázaro de Almeida Prado

Ciclo das Chamas e outros poemas

SOGNATOR, SOGNA LA GIOIA…

Sognator, non sprecar tempo

A sognar sogni minuti

Non guastarti in cose piccole

Ch’esauriscono il tuo alento.

Al sognar sol sogni audoci

Sognerai senza catene,

Che tuo sogno piu vivace

Un giorno si fa reale.

Sogna sempre colla Gioia

Liberto sarà il tuo sogno

Con impegnata armonia

Farai concreta la poesia.

Quando si sogna minuto

Senza osar un alto sogno

Vedrai un mondo bisogno

Piccolo, pazzo, asciutto.

Sogna con audace speranza

Non perder tempo prezioso

Con parvissima insipienza

D’inefficace riposo.

Versione.il italiano del poema “Sonhador, sonha alegria”

dell’opera Ciclo das Chamas e outros poemas di

Antônio Lázaro de Almeida Prado

Assis (Brasil), il 1º grugno 2008

criado por fernanda.maria.prado    10:02 — Arquivado em: Antônio Lázaro de Almeida Prado

poemas Antônio Lázaro de Almeida Prado

Perdita e guadagno…

La veste cambi, uccell,

Nuovo piumaggio

Ricopre

Il tuo canoro corpo

Io, poeta,

Con nuovi dolori

L’anima mia

Adorno.

Il tempo

Ci spoglia

Imperturbabile

Nell’aria

Rimane

Il nostro canto…

Versione in italiano Del poema “Perde-ganha” im Ciclo das Chamas e outros poemas p. 88

Fatta il 6 giugno 2008

Antônio Lázaro de Almeida Prado

PERDE-GANHA

Perdes as penas, Pássaro…

Nova penugem reveste

Teu corpo canoro.

Eu ganho penas, Poeta,

Com novos desenganos

Enfeito a alma.

O Tempo nos despoja. Permanece

Impertubado, no ar

O nosso canto.

Antonio Lázaro de Almeida Prado

Ciclo das Chamas e outros poemas


La gioia di essere

Essere tanto semplice

Quale il libero sogno

Dei bimbi.

Essere cosi grato alla vita

Quale il gratuito dono

Del canto.

Essere una pura eco

Dell’arcano valore

Della vita.

Essere, semplicemente,

Uguale al libero volo

Delle uccelli…

Antônio Lázaro de Almeida Prado (1925-

Assis, (SP, Brasil) il 10 ottobre 2007. Versione fatta il 22 maggio 2008.

 

criado por fernanda.maria.prado    9:49 — Arquivado em: Antônio Lázaro de Almeida Prado

1.7.08

Thiago de Mello- Casa das Rosas- São Paulo

Os Estatutos do Homem
(Ato Institucional Permanente)
Thiago de Mello

ARTIGO I
Fica decretado que agora vale a verdade. Agora vale a vida, e de mãos dadas, marcharemos todos pela vida verdadeira.

ARTIGO II
Fica decretado que todos os dias da semana, inclusive as terças-feiras mais cinzentas, têm direito a converter-se em manhãs de domingo.

ARTIGO III
Fica decretado que, a partir deste instante, haverá girassóis em todas as janelas, que os girassóis terão direito a abrir-se dentro da sombra; e que as janelas devem permanecer, o dia inteiro, abertas para o verde onde cresce a esperança.

ARTIGO IV
Fica decretado que o homem não precisará nunca mais duvidar do homem. Que o homem confiará no homem como a palmeira confia no vento, como o vento confia no ar, como o ar confia no campo azul do céu.

Parágrafo único:

O homem, confiará no homem como um menino confia em outro menino.

ARTIGO V
Fica decretado que os homens estão livres do jugo da mentira. Nunca mais será preciso usar a couraça do silêncio nem a armadura de palavras. O homem se sentará à mesa com seu olhar limpo porque a verdade passará a ser servida antes da sobremesa.

ARTIGO VI
Fica estabelecida, durante dez séculos, a prática sonhada pelo profeta Isaías, e o lobo e o cordeiro pastarão juntos e a comida de ambos terá o mesmo gosto de aurora.

ARTIGO VII
Por decreto irrevogável fica estabelecido o reinado permanente da justiça e da claridade, e a alegria será uma bandeira generosa para sempre desfraldada na alma do povo.

ARTIGO VIII
Fica decretado que a maior dor sempre foi e será sempre não poder dar-se amor a quem se ama e saber que é a água que dá à planta o milagre da flor.

ARTIGO IX
Fica permitido que o pão de cada dia tenha no homem o sinal de seu suor. Mas que sobretudo tenha sempre o quente sabor da ternura.

ARTIGO X
Fica permitido a qualquer pessoa, qualquer hora da vida, uso do traje branco.

ARTIGO XI
Fica decretado, por definição, que o homem é um animal que ama e que por isso é belo, muito mais belo que a estrela da manhã.

ARTIGO XII

Parágrafo único:

Só uma coisa fica proibida: amar sem amor.

ARTIGO XIII
Fica decretado que o dinheiro não poderá nunca mais comprar o sol das manhãs vindouras. Expulso do grande baú do medo, o dinheiro se transformará em uma espada fraternal para defender o direito de cantar e a festa do dia que chegou.

ARTIGO FINAL
Fica proibido o uso da palavra liberdade, a qual será suprimida dos dicionários e do pântano enganoso das bocas. A partir deste instante a liberdade será algo vivo e transparente como um fogo ou um rio, e a sua morada será sempre o coração do homem.

Santiago do Chile, abril de 1964

criado por fernanda.maria.prado    8:03 — Arquivado em: poemas preferidos

29.6.08

SONHADOR, SONHA ALEGRIA

SONHADOR, SONHA ALEGRIA

Sonhador, não percas tempo

Com sonhar sonhos pequenos,

Pois ao sonhares com o menos

Gastas demais teu alento…

Sonha, com grande ousadia,

Sonha, desperto de amarras,

Pois o teu sonho mais lindo

Faz-se real algum dia.

Sonhador, sonha alegria,

Sonha, liberto de amarras:

Bem podes com tuas garras

Tornar concreta a poesia.

E por sonhar muito pouco,

Sem ousar um grande sonho,

É que este mundo bisonho

Faz-se tão miúdo e tão louco…

Sonha, com forte esperança,

Nem percas tempo e paciência

Com esta pobre inciência

De só querer a bonança…

Sonhador, a dor é nada,

Se amor bem grande persegues:

Sonha grande, não te negues

Perseguir coisa sonhada…

Antônio Lázaro de Almeida Prado

Ciclo das Chamas e outros poemas

SOGNATOR, SOGNA LA GIOIA…

Sognator, non sprecar tempo

A sognar sogni minuti

Non guastarti in cose piccole

Ch’esauriscono il tuo alento.

Al sognar sol sogni audoci

Sognerai senza catene,

Che tuo sogno piu vivace

Un giorno si fa reale.

Sogna sempre colla Gioia

Liberto sarà il tuo sogno

Con impegnata armonia

Farai concreta la poesia.

Quando si sogna minuto

Senza osar un alto sogno

Vedrai un mondo bisogno

Piccolo, pazzo, asciutto.

Sogna con audace speranza

Non perder tempo prezioso

Con parvissima insipienza

D’inefficace riposo.

Versione.il italiano del poema “Sonhador, sonha alegria”

dell’opera Ciclo das Chamas e outros poemas di

Antônio Lázaro de Almeida Prado

Assis (Brasil), il 1º grugno 2008

criado por fernanda.maria.prado    18:14 — Arquivado em: viagens

Encontro de poetas em Lisboa

Fernando Pessoa e Antônio Lázaro- junho- 2008

ELOGIO ALLA POESIA

È cantante la mia voce

Fatta sempre d’allegria.

Se dolori ella conosce

Le converte in armonia.

Questo, il fascino del canto,

Che rallegra il sofferente,

Con un magico incanto,

E potente amore ardente.

Sempre lacrime prosciuga

Ed è fonte del sorriso

Nostro pianto sempre asciuga

E ci muove sempre al riso.

Canta, dunque, dolce uccello,

Celebrando col tuo verso,

Questo mondo, sempre bello,

Ai lamenti sempre avverso…

Assis (São Paulo, Brasil), il 26 maggio 2008

Antônio Lázaro de Almeida Prado

criado por fernanda.maria.prado    18:04 — Arquivado em: viagens

14°Festival Internacional de Poesia- Gênova

Pallazo Ducalle

Cláudio Pozzani

Antônio Lázaro e Patrizia Ercole

INVENÇÃO DA ALEGRIA

Há quem cultive a dor,
Eu invento a alegria.
De todo o meu amor,
Que vale mais que o dia,
Quero legar a história,
Quero deixar ao vento
(sem ais e sem lamento)
Uma justa memória
E enxuta fantasia.

Há quem celebre a morte,
Eu festejo a alegria.
Por graça ou por esporte
Ou mesmo por mania,
Quero inventar a vida,
Quero o melhor carinho
Doar a meu vizinho
Como a melhor partida
De sonho ou de poesia.

Há quem festeje o pranto,
Eu invento a alegria,
Razão maior do canto,
Antes que a cotovia
Arquive o nosso idílio,
Cancele o meu futuro,
Razão maior do puro
Clarão deste meu círio
Votado à alegria.

Invenzione dell’allegria

C’è chi coltiva il dolore,

io invento l’allegria.

Di tutto il mio amore,

che vale più del giorno,

voglio quale legato la storia,

voglio lasciare al vento

(senza ai e senza lamento)

una giusta memoria

e asciutta fantasia.

C’è chi celebra la morte,

io festeggio l’allegria.

Per vezzo o per diporto

o solo per mania,

voglio inventare la vita

voglio la migliore carezza

donare al mio vicino

come la migliore partita

di sogno o di poesia.

C’è chi festeggia il pianto

io invento l’allegria,

ragione maggiore del canto,

prima che l’allodola

archivi il nostro idillio,

cancelli il mio futuro,

ragione maggiore del puro

chiarore di questo mio cero

votato all’allegria.

Poeta Antônio Lázaro de Almeida Prado

tradução- Amina Di Munno

criado por fernanda.maria.prado    17:13 — Arquivado em: 14° Festival Internacional de poesia de Gênova

SORRIDENTE MIRACOLO

SORRIDENTE MIRACOLO

(Per Themis)

Era questo mio cor un arido deserto

Angusto territorio di pungenti spine,

Caduto su di esso il tuo bel sorriso

L’ho visto transformarsi in un giardino,

Dove di gioie pieno, sereno riverdi.

Assis, 13 de maio de 2008

Antônio Lázaro de Almeida Prado

criado por fernanda.maria.prado    17:04 — Arquivado em: Sem categoria

Claudio Pozzani e poeta Almeida Prado- Genova

criado por fernanda.maria.prado    16:51 — Arquivado em: Antônio Lázaro de Almeida Prado

Fotos Sarau Chama Poética- Casa América

Themis e Marta

Vera Lúcia- Cássio-Amina Di Munno-Patrizia Ercole- Fernanda-

Almeida Prado- Themis- Carmen

criado por fernanda.maria.prado    16:46 — Arquivado em: Sem categoria

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