9.7.08
DUE PATRIE

O OLHO DE LEONARDO DA VINCI
_ Que percebes, Leonardo,
Com teu olhar atento?
_ A rosa, o cravo, o nardo
E o impalpável vento…
_Vês, acaso, a essência
De tudo que é precário?
_ Vislumbro, na experiência,
O seu destino vário…
_Tão lúcido, Leonardo,
Alegra-te a Beleza?
_Lerdo seu tempo e tardo,
Sedutora tristeza…
_Será tão frágil tudo,
Com destino letal?
_Aguardo, ansioso e mudo,
A Beleza imortal.
L’OCCHIO DI LEONARDO DA VINCI
-Cosa vedi, Leonardo,
Col tuo acuto sguardo?
-La rosa, il garofano, l’onnipresente nardo.
-Ti occorre captar l’essenza
Del solito precario?
-Ahimé! Amara, la’esperienza:
Ben vano è tutto e vario…
-A te saggio Leonardo
Ti allegra la Bellezza?
-Col passo lento e tardo
Mi dà solo tristezza…
-Allor, fragile è tutto,
Che ha timbro mortale?
-Aspetto ansiato e muto
Solo il Bello immortale.
Traduzione del poema “O olho de Leonardo da Vinci”
fatto il 23 maggio 2008
Antônio Lázaro de Almeida Prado
SOM PERDURÁVEL
Sons e vozes atrelam-se ao instante
Aliciante prazer, mas passageiro.
A melodia evola-se, e, inconstante,
O encanto musical voa ligeiro.
Acorrentar o som na partitura
E tornar a palavra resistente
Dando-lhe forte e corporal textura,
Prendendo na grafia o evanescente.
Ah! Superar a corrosão- que embaça
O claro som, a ode mais antiga-
Contendo a fúria do ácaro e da traça.
E falar (da morte imune à lei)
À ida gente ou do futuro amiga,
Como tanto sonhara Galilei…
SUON PERDURABILE
A suoni e voci l’incatena un solo istante
Che ci danno piacer poco durabile
L’armonia si perde e già si spande
E la canzon risulta immemorabile.
Trascriverli in concreta partitura
E farli ben visibili e consistenti
È concederli forza contro usura
E con lettere farli resistenti.
Ah! sorpassar l’usura dispersiva
E far parlar il suon di voce muta
Indenne alla furia corrosiva!…
Di questo ben capace, poeta, sei
Parlando a ventura gente o a già perduta,
Come sempre ha sognato Galilei.
Versione italiana del poema “Som perdurável” fatta
dall’autore
Antônio Lázaro de Almeida Prado
il 2 giugno 2008
Alegria de ser
Ser sempre tão simples
Como o sonho livre
Da infância.
Ser tão grato à vida
Como o dom, gratuito,
Do canto.
Ser um eco puro
Do valor arcano
Da vida.
Ser, tão simplesmente,
Como o vôo livre
Dos pássaros…
Antônio Lázaro de Almeida Prado
Assis, 10 de outubro de 2007
LA GIOIA DI ESSERE
Essere tanto semplice
Quale il libero sogno
Dei bimbi.
Essere cosi grato alla vita
Quale il gratuito dono
Del canto.
Essere una pura eco
Dell’arcano valore
Della vita.
Essere, semplicemente,
Uguale al libero volo
Degli uccelli…
Antônio Lázaro de Almeida Prado
Assis (SP, Brasil) il 10 ottobre 2007 Versione fatta il 22 maggio 2008
ITÁLIA, NOSSA MÃE, NOSSA FILHA…
Da família latina, a mais antiga,
E das latinas pátrias a mais recente.
És Itália por todos nós querida:
Mãe e filha de toda a nossa gente.
Tua língua sonora, melodiosa,
É um canto que os pássaros invejam,
Fascinante cantiga esplendorosa,
Com acentos que as vozes sempre almejam.
És a Pátria do poeta “Poverello”
Que de todos nós poetas é patrono,
E de Dante que, com competente zelo,
Engendrou um poema mais que humano…
És a pátria ideal de quantos cantam
Em vários tons, mas sempre harmonizados,
Que celebram fatos novos ou passados
Com timbres que a todos nos encantam…
São Paulo (Brasile), il 12 marzo 2008
Antônio Lázaro de Almeida Prado
DUE PATRIE…
Due patrie
Condividono
Il mio cuore.
Una, mi ha visto
Nascere e crescere.
L’altra,
Col suo fascino
M’ha conquistato
Per sempre.
Ambedue son fatte
Territorio adeguato
Alla mia poesia.
Dei beni piú preziosi
Mi offrono
espressioni
precise:
Saudade, Amor, Lucidez
Libertà, “Poverello”, Tenerezza…
Brasil… Itália…
Italia… Brasile
Alternano
A vicenda
I palpiti
(Discreti)
Del mio cuore
Amantissimo…
Assis (Brasil), il 4 de marzo 2008
Antônio Lázaro de Almeida Prado
A Giuseppe Ungaretti
Tenera luce
Dei socchiusi occhi
Nella cornice del sorriso ironico,
Ora t’accoglie la madre severissima
E, discreta, festeggia il ritornato bimbo
E tutto è armonia, grido festivo, pace
Non più l’ansia tenace, la furiosa
Ricerca di parole, non più il gesto
Delle mani feroci, non la brama
Del lupo insodisfatto.
Ora trionfa il tempo nuovo,
Festivo volo d’innocenti uccelli.
Ora, la quiete vivace della pecora.
Ora, la pace al dilà della fine…
T’ accoglie, felicissimo, Antonietto…
São Paulo,4 de junho de 1970
Antônio Lázaro de Almeida Prado
A Giuseppe Ungaretti
Tenra luz
Nos olhos entrefechados
Na moldura de um sorriso irônico.
Hoje te acolhe a mãe severíssima
E, discreta, festeja o filho que voltou.
E tudo é harmonia, grito festivo, paz:
Não mais a ânsia tenaz, a furiosa
Procura de palavras, não mais o gesto
De ferozes mãos, nem a cupidez
Do lobo insatisfeito.
Triunfa, agora, um tempo novo:
Vôo festivo
De inocentes pássaros,
A trépida quietude da ovelha
E a paz que vai além dos últimos limites.
Acolhe-te, felicíssimo, Antonietto.
São Paulo,4 de junho de 1970
Antônio Lázaro de Almeida Prado
criado por fernanda.maria.prado
10:39 — Arquivado em: 


