Invenzione dell’allegria

“C’è chi coltiva il dolore, io invento l’allegria.” Antônio Lázaro de Almeida Prado

23.7.08

FILI D’AQUILIONE

IGUAL A NINGUÉM
No corpo, o sinal preciso
De inconfundível perfume.
No gesto, a marca patente
De teu ritmo exclusivo
Na boca, este raro gosto
De caju e de pitanga.
No andar, todas as ondas
Sintetizadas na onda…
Digital dos sonhos na alma
A que tenho acesso livre,
Mas com uma chave sem réplicas…
Eis teu corpo enflorescente
Nas matrizes do poema:
Raro, único, exclusivo…

COME NESSUNA
Nel corpo, il segno preciso
D’inconfondibile profumo.
Nel gesto, la marca patente
Del tuo ritmo esclusivo
Nella bocca, il raro gusto
Di acagiù e di lampone.
Nel muoversi, tutte le onde
Sintetizzate in un’onda…
Impronta di sogni nell’anima
A cui ho libero accesso
Ma con una chiave senza copie…
Ecco il tuo corpo che sboccia
Nelle matrici del poema:
Raro, unico, esclusivo…
(testo inedito)

ELE SE VAI…
Ao amigo José Nazareno Mimessi
Ele se vai ao encontro de paisagens,
Quais sua alma de escol jamais sonhara…
Ele se vai ao encontro da beleza
Que em terra perseguiu e agora alcança
Ele se vai, com a alma generosa
Que tudo deu de si, julgando pouco,
Repartindo seus sonhos e poesias,
Seus quadros, seus estudos, seu sorriso,
E a desmedida alma de criança…

LUI SE NE VA…
All’amico José Nazareno Mimessi
Lui se ne va all’incontro di paesaggi,
Come l’anima fine mai avrebbe sognato…
Lui se ne va all’incontro della bellezza
Che in terra ha perseguito e ora raggiunge
Lui se ne va, con l’anima generosa
Di chi tutto ha dato di sé, credendo poco,
Dividendo i suoi sogni e le poesie,
I suoi quadri, i suoi studi, il suo sorriso,
E la smisurata anima di bambino…
(testo inedito)

CONSTRUÇÃO
Envolver o Mundo
Em abraço estreito
Como se meu peito
Com vigor fecundo
Fosse todo feito
Só para esse efeito
De um amor profundo.
Abraçar a Vida
Com total ternura
Como se de pura
Luz impressentida
Fosse a tessitura
(sem taxa ou usura)
por todos fruída.
Construir a Terra
Sementeira farta
Que o pão reparta
Onde não se encerra
Onde não se enterra
Fruto, ciência ou carta,
Como quem se aparta.
Entoar um Canto
Alegre, jocundo:
Bem, de todo mundo
Bem, que não se oculta
Bem, que não insulta
Bem, que não se enterra
Mas que abraça a Terra.

COSTRUZIONE
Avvolgere il Mondo
Nell’abbraccio stretto
Come se il mio petto
Con vigore fecondo
Fosse fatto intero
Solo per l’effetto
Di un amore profondo.
Abbracciare la Vita
Con tanta premura
Come se di pura
Luce non prevista
Fosse la tessitura
(senza tassa o usura)
Da tutti fruita.
Costruire la Terra
Semina nutrita
Che il pane elargisca
Dove non si rinserra
Dove non si interra
Frutto, scienza o carta
Come chi si apparta.
Intonare un Canto
Allegro, giocondo:
Bene, di tutto il mondo
Bene, che non si occulta
Bene, che non insulta
Bene, che non si interra
Ma che abbraccia la Terra.
(testo inedito)

Traduzione dal portoghese di Vera Lúcia de Oliveira
L’ultima poesia, "Costruzione", è stata tradotta da Vera Lúcia de Oliveira e Amina Di Munno.

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criado por fernanda.maria.prado    0:07 — Arquivado em: Sem categoria

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